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Preso no Rio, Nuzman renuncia à presidência do COB

Advogados de Nuzman leram carta em que ele renuncia à presidência da entidade, durante a Assembleia Geral Extraordinária

Fonte: G1 | 11/10/2017 - 16:45
Preso no Rio, Nuzman renuncia à presidência do COB

Carlos Arthur Nuzman renunciou ao cargo de presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), nesta quarta-feira (11). Ele estava em seu sexto mandato à frente da presidência do COB, que se encerraria em 2020. Nuzman foi preso na quinta-feira (5), durante a operação Unfair play, no Rio.

Advogados de Nuzman foram à Assembleia Geral Extraordinária, na sede do Comitê, e leram uma carta em que ele renuncia à presidência da entidade. A assembleia foi convocada pelo presidente em exercício, Paulo Wanderley, e reúne representantes de 30 confederações esportivas.

Aceita a renúncia de Nuzman, a questão da sucessão no COB está sendo discutida pelos dirigentes na tarde desta quarta-feira. Há a possibilidade de que uma eleição para a presidência da entidade seja convocada ainda nesta assembleia.

Pelo estatuto do COB, em caso de vacância da presidência, assume automaticamente o vice, que no caso é Paulo Wanderley, eleito na chapa de Nuzman. A assembleia do COB vai marcar uma votação para escolher um novo vice-presidente, cargo que fica vago com a ascensão de Wanderley à presidência do Comitê. Entretanto, ainda não há data marcada para a votação, nem foram definidas as regras para as candidaturas.

Prisão preventiva por tempo indeterminado

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, aceitou nesta segunda-feira (9) o pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a prisão preventiva de Carlos Arthur Nuzman, presidente afastado do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele está preso desde quinta-feira (5) e o prazo para a prisão temporária, de cinco dias, terminaria nesta segunda. Agora, a detenção se dá por tempo indeterminado.

Bretas também prorrogou prisão temporária de Leonardo Gryner, braço-direito de Nuzman e ex-diretor do COB e do Comitê Rio 2016. Ele também foi preso na segunda fase da operação "Unfair Play" (jogo sujo, do inglês), na quinta.

Segundos os investigadores, Nuzman e Gryner intermediaram o pagamento de propinas para que o Rio fosse escolhido a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Também estão envolvidos no esquema, investigado em cooperação com procuradores da França, o ex-governador Sérgio Cabral, preso desde novembro, e o empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur", que está foragido.

Procuradoria da Suíça confirma que apreendeu barras de ouro

A Procuradoria Federal Pública da Suíça confirmou que apreendeu barras de ouro do presidente afastado do Comitê Olímpico do Brasil Carlos Arthur Nuzman. As autoridades suíças não disseram quantas barras foram encontradas nem onde elas foram apreendidas.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio, Nuzman escondeu 16 barras de ouro, de um quilo cada, na Suíça e só declarou a posse à Receita Federal, depois que a casa dele foi vasculhada na primeira fase da operação.