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19/07/2019

Giro pelo Brasil

Corpo de músico fuzilado pelo Exército é enterrado no Rio

Evaldo dos Santos Rosa estava no carro com a família e teve o veículo alvejado por 80 tiros do Exército

Redação CPAD News/ Com informações do G1 e O Globo - Foto: Henrique Coelho/G1 | 10/04/2019 - 12:35
Corpo de músico fuzilado pelo Exército é enterrado no Rio

A tarde do último domingo (7) ficou marcada pela dor e revolta da família que perdeu seu ente querido, assassinado por militares do Exércíto, em Guardalupe, na zona norte do Rio de Janeiro. O músico Evaldo dos Santos Rosa, estava a caminho de um chá de bebê com a família, e foi alvejado por ao menos 80 tiros, conforme perícia realizada pela Polícia Civil, após ter o carro confundido com o de assaltantes.

Evaldo foi enterrado na manhã nesta quarta-feira (10) no Cemitério de Ricardo de Albuquerque, no Rio . À tarde, os dez militares presos pelo crime serão ouvidos na Justiça Militar.

Despedida

No velório, a mulher de Evaldo, que estava no carro com o marido, o filho de 7 anos, o padrasto (que também foi baeado e segue hospitalizado) e uma amiga, se emociou na despedida do caixão. “A gente ia morrer junto! Junto! O que eu vou falar pro teu filho? Eu te amo!”, disse Luciana dos Santos Nogueira.

Ao G1, Elizabete Cristina de Oliveira, amiga de Evaldo desde a adolescência, disse não acreditar na punição para os 10 militares do Exército presos por atirarem no carro do músico de 51 anos.

“Não sei nem se vai ter punição para esse tipo de gente, só porque são do Exército. Vão prender eles administrativamente e depois vão soltar, vão responder em liberdade.“

Investigação

A Polícia Civil diz que "tudo indica" que o veículo foi confundido com o de criminosos. Dos 12 homens do Exército que participaram da ação, 10 foram presos na segunda-feira (8). Eles vão prestar depoimento na 1ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar.

A audiência de custódia irá analisar a legalidade das prisões e a necessidade de mantê-los detidos. A defesa de cada um dos militares também dará sua versão.

A princípio, o Comando Militar do Leste (CML) informou que os agentes tinham respondido a "injusta agressão" de criminosos. No entanto, na manhã de segunda, o CML disse que identificou "inconsistências" entre os fatos reportados pelos militares e comunicou que os agentes acabaram afastados.