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Giro pelo Brasil

MP pede que Flordelis seja afastada da Câmara e use tornozeleira eletrônica

No pedido, instituição citou ataque a bomba contra testemunha

Fonte: O Dia / Foto: Reprodução do Facebook | 16/09/2020 - 10:05
MP pede que Flordelis seja afastada da Câmara e use tornozeleira eletrônica

O Ministério Público do Estado (MPRJ) pediu à 3ª Vara Criminal de Niterói o endurecimento das medidas cautelares impostas à deputada federal Flordelis. Ela é acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o também pastor, Anderson do Carmo.

No pedido, o promotor Carlos Gustavo Coelho de Andrade solicita que a parlamentar seja afastada do seu cargo na Câmara dos Deputados, em Brasília, também seja monitorada por tornozeleira eletrônica e cumpra o recolhimento domiciliar noturno. A petição foi feito na sexta-feira e, até o momento, não houve decisão judicial.

O promotor também citou a dificuldade da Corregedoria da Câmara para localizar a parlamentar depois da denúncia de uma testemunha, que diz ter sofrido um ataque a bomba na madrugada do dia 4 de setembro.

"Ainda que tenha finalmente a ré sido localizada após diversas tentativas infrutíferas, e mesmo que venha a apresentar defesa na Câmara dos Deputados ou nestes autos, o só fato de ter permanecido em paradeiro desconhecido, sem ser encontrada pela Corregedoria da Câmara e por Oficiais de Justiça, de forma concomitante ao exercício de posição de poder estatal e simultânea à ocorrência de atentado a bomba contra a casa de um testemunha de vital importância no feito, demonstra a necessidade de seus passos poderem serem monitorados: apenas assim, na impossibilidade constitucional de decretação", justificou o MPRJ.

O ataque a bomba contra testemunha

Uma das principais testemunhas do caso, a empresária Regiane Rabello denunciou ao MPRJ, que uma bomba caseira foi jogada no quintal da sua casa. De acordo com a mulher, o ataque tinha como objetivo lhe calar, já que ela denunciou a deputada federal e outros envolvidos na morte do pastor.

Regiane é a dona da oficina em que Lucas, filho de Flordelis, trabalhava antes de ser preso. Ela consta como testemunha no inquérito por reafirmar a história de que o jovem teria recebido mensagem, pelo WhatsApp, com o plano para matar o pastor.

"A testemunha acredita que 'a bomba foi jogada em seu quintal para intimidar a depoente' e também para intimidar Lucas, 'que poderia sentir-se pressionado a voltar atrás em sua versão para que a depoente não sofresse novos ataques e atentados', sustentando que o atentado seria uma forma de 'passar um recado para Lucas, para que ele calasse a boca e não mais relatasse a verdade', já que Lucas teria uma relação de afeto filial-maternal com a testemunha vitimada", escreve o promotor.

De acordo com o documento, a testemunha narra que tem medo de sofrer novos atentados e represálias pelos seus depoimentos já prestados e por estar apoiando Lucas.