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15/08/2019

Giro pelo Mundo

Europeus reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela

Países já haviam alertado que, se Maduro não convocasse novas eleições até este domingo (3), admitiriam a legitimidade do oposicionista

Fonte: R7 / com informações agências internacionais / Foto: REUTERS/Carlos Garcia Rawlins 25.01.2019 | 04/02/2019 - 10:40
Europeus reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela

O Reino Unido, a Espanha e a França anunciaram nesta segunda-feira (4) que reconhecem Juan Guaidó — líder de oposição a Nicolás Maduro — como presidente interino da Venezuela.

As nações europeias já haviam alertado, na semana passada, que se Maduro não convocasse novas eleições até este domingo (3), admitiriam a legitimidade de Guaidó na presidência interina.

"Consideramos que hoje o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, cuja legitimidade está perfeitamente reconhecida, está habilitado para convocar eleições presidenciais", indicou o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, em entrevista à emissora France Inter.

Já Jeremy Hunt, secretário de Relações Exteriores britânico, afirmou em sua conta no Twitter que "Nicolás Maduro não convocou eleições presidenciais no período de oito dias que havíamos proposto. Então o Reino Unido, junto de outros aliados europeus, reconhece Juan Guaidó como presidente interino constitucional até que um pleito crível possa ser realizado. Esperemos que isso nos aproxime do fim da crise humanitária".

O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, também fez pronunciamento nesta segunda-feira no Palácio da Moncloa — sede central do governo espanhol, em Madri — sublinhando que reconhece Guaidó como "presidente encarregado" e espera a convocação de eleições "no menor prazo possível".

Articulação independente

Holanda, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Áustria e Bélgica, além dos Estados bálticos Letônia e Lituânia, também declararam apoio a Guaidó, e espera-se que outros países, ao longo do dia, sigam o exemplo. O reconhecimento é uma articulação diplomática independente dos países, uma vez que não foi alcançado um consenso no âmbito da União Europeia para uma resposta conjunta à crise venezuelana.