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Primeiro-ministro do Bahrein morre, aos 84 anos

Khalifa bin Salman al Khalifa era o chefe de governo que há mais tempo ocupava o cargo no mundo; Corte Real não especificou as causas da morte

Nos EUA
Primeiro-ministro do Bahrein morre, aos 84 anos

O primeiro-ministro do Bahrein, Khalifa bin Salman al Khalifa, morreu nesta quarta-feira (11), aos 84 anos, em uma clínica em Minnesota, nos Estados Unidos, anunciou a Corte Real em comunicado sobre o chefe de governo que há mais tempo ocupava o cargo no mundo.

A Corte Real do Bahrein não especificou as causas da morte de Khalifa, que sofreu diversas crises de saúde recentemente.

O funeral do chefe do governo será realizado quando o corpo voltar ao Bahrein e a cerimônia será "limitada a um determinado número de parentes", acrescenta a nota.

O rei do Bahrein e sobrinho do primeiro-ministro, Hamad bin Isa al Khalifa, anunciou uma semana de luto oficial com bandeiras hasteadas a meio-mastro em todo o país, além da suspensão de todos os trabalhos em todos os departamentos governamentais por um período de três dias a patir da quinta-feira.

Khalifa bin Salman al Khalifa nasceu no dia 24 de novembro de 1935, em Al Yasra, nos arredores da capital, Manama, e era o segundo dos três filhos do xeque Salman bin Hamad, que governou o Bahrein de 1942 a 1961.

Designado como primeiro-ministro em 1970, um ano antes de o reino ganhar independência do Reino Unido, Khalifa bin Salman al Khalifa se tornou o chefe do governo há mais tempo no cargo em todo o mundo.

Ao longo dos 50 anos na função, Khalifa se mostrou uma das figuras mais controversas da política do Bahrein. A oposição, proscrita no país, o acusava de governar com mão de ferro.

O governante esteve por trás da repressão dos protestos reformistas que ocorreram no Bahrein na década de 90 e foi um dos mais criticados por calar a onda de manifestações da "Primavera Árabe" em 2011.

No entanto, os apoiadores atribuem a ele a "modernização do Bahrein" com base no aumento dos preços do petróleo em 1980, que enriqueceu o pequeno país árabe, enquanto os críticos o acusam de corrupção e de torrar dinheiro público na construção de projetos megalomaníacos.