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Mensageiro da Paz (Novembro/ 2016)

25/10/2016 - 10:56

A revista Science Advances publicou a notícia de que foi aberta e digitalizada uma das cópias mais antigas já encontradas de trechos do Antigo Testamento. Trata-se de um frágil pergaminho hebraico  cujo texto, conhecido como o  Pergaminho EnGedi (foto 1), traz um porção do livro de Levítico. O pergaminho data do primeiro ou segundo século d.C., ou talvez até antes disso. Os especialistas afirmam que se trata do pergaminho mais antigo do Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia), atribuídos a Moisés. A publicação assegura que decifrar seu conteúdo foi “uma importante escoberta da arqueologia bíblica”.  O artefato foi encontrado em 1970 pelo trabalho dos arqueólogos em EnGedi, antiga comunidade judia do fim do século 8. O estado de conservação do material estava tão precário que era impossível ler seu conteúdo. Mas a utilização de novas tecnologias “permitiu desvendar o pergaminho, que fazia parte de uma Bíblia de 1.500 anos de idade”, explicou um representante da Autoridade de Antiguidades de Israel. Os especialistas afirmam que a precariedade deve-se ao incêndio que provavelmente destruiu a sinagoga onde a peça estava arquivada.

Os arqueólogos explicam que o estilo da caligrafia e os traços das letras remontam à segunda metade do século 1 ou a princípios do século 2 depois de Cristo. Segundo os especialistas, “a estrutura principal de cada fragmento, completamente queimada e esmagada, tinha se transformado em pedaços de carvão que continuavam se desintegrando cada vez que eram tocados”. O diretor da Escola de Filosofia e Religião da Universidade Hebraica de Jerusalém, Michael Segal (foto 2), disse que os resultados foram possíveis graças à utilização de um avançado scanner digital para “desenrolá-lo virtualmente e ver seu conteúdo”. Os especialistas disseram que também ficou comprovado que os registros decifrados do pergaminho de EnGedi são idênticos em todos os seus detalhes, incluindo as letras como a divisão em seções, ao texto massorético, utilizado nas traduções até hoje. Este detalhe ajuda a desmentir argumentos falaciosos de que o conteúdo bíblico sofreu alterações ao longo dos séculos. Os pesquisadores pretendem usar as mesmas técnicas com outros textos danificados, incluindo parte dos pergaminhos do Mar Morto.


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