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Mensageiro da Paz

Bebê ressuscita após meia hora morta

Mensageiro da Paz (novembro/ 2016)

24/10/2016 - 00:00

O dia 8 de março de 2015 entrou para a história do casal Romildo (diácono) e Rita Maria Souza, membros da AD em Caicó (RN), congregação Monte Sinai. Rita, grávida de nove meses, começou a sentir dores e foi ao hospital para a chegada de sua filha. Todo o pré-natal apontava para um parto de risco, pois a bebê estava sentada, tornando necessária uma cesariana. Mas o que os pais não imaginavam é que haveria tão graves complicações. E muito menos que as mesmas culminariam na morte de sua pequena caçula. Mas o que é a morte para o Dono da vida? A irmã Rita recorda que começou a sentir as dores do parto no dia 7 de março, mas não localizava a médica que a acompanhara em toda gravidez. Após inúmeras ligações e mensagens sem resposta, no dia seguinte o casal foi até outra médica que os orientou a procurar imediatamente atendimento no Hospital do Seridó.

Ao ser internada, a obstetra de plantão adotou procedimentos para realização do parto normal, contrariando o encaminhamento e orientação da especialista que a acompanhara em todo pré-natal. Romildo conta que a consequência foi terrível, pois após a longa espera e o demasiado esforço, a sua esposa já estava muito fraca e debilitada. Segundo ele, quando a mesma quase desacordou e os médicos viram que a criança estava estática entre o canal vaginal e o ventre, decidiram fazer a cesariana. Porém, já era tarde demais. “A medicina já não podia fazer mais nada. Eles continuaram os procedimentos para tirar minha filha, até que de repente o pediatra, Dr. Ozair, me deu a notícia mais terrível da minha vida: ‘Pai, infelizmente sua filha já nasceu morta’”, relembra abalado. Romildo descreve que fi cou sem chão: “Esmurrei a parede por algumas vezes e olhando para cima perguntava a Deus: ‘Por que, Senhor? Por que está acontecendo isto?’”.

Porém, mesmo em meio à sua angustia e dor, ele cria e clamava ao Todo-Poderoso, que é o Criador da vida e não existe nada que lhe seja impossível, nem mesmo reverter a morte. “Enquanto eu orava e tentavam me acalmar, percebi que demoravam a trazer notícias da minha esposa. Já havia passado uns 30 minutos, então eu entrei porta adentro da sala de parto com medo de perdê-la também”, diz. Romildo relata o alívio que sentiu quando a encontrou e ela lhe acenou de volta. E enquanto o retiravam do centro cirúrgico, pois sua presença não era permitida naquele momento, ele percebeu que ainda mexiam em sua filha. “Eu perguntei o porquê e me disseram: ‘Ela ressuscitou! Agora estamos tentando mantê-la viva’.

Eu não sabia se chorava mais ainda, se sorria ou se pulava. Dava glórias a Deus! E o renomado médico, Dr. Ozair, retornou e disse: ‘Pai, sua filha ressuscitou milagrosamente!’”. Não é possível descrever a emoção de um pai ao viver tamanho milagre. Porém, a vitória tinha sido apenas sobre uma batalha, ainda faltava vencer a guerra. A pequenina precisava com a máxima urgência de uma ambulância UTI que a levasse a uma UTI Neonatal a fim de continuar lutando pela vida. “Havia uma crise muito grande nos hospitais, mas quando Deus entra no negocio é pra vencer. Dr. Ozair foi usado por Deus naquele dia. Com dois telefones ao mesmo tempo no ouvido, ele conseguiu a ambulância. Em seguida, a UTI Neo Natal”, conta o pai. Transferida para Mossoró, outro município do interior do portiguar, ao chegar, a médica que  recebeu a pequenina a desenganou preparando a família para o pior. Segundo conta Rita e Romildo, foi lhes dito que o estado de sua fi lha era gravíssimo, e que se ela sobrevivesse, teria uma paralisia
cerebral. Foram dias de jejum e oração, em que o pastor Isaac Dias, líder da AD em Caicó (RN), convocou toda a igreja para levantar um clamor em favor da pequenina. “No quarto dia na UTI, a médica nos chamou para nos preparar emocionalmente e disse: ‘Vejo que vocês são pais equilibrados, por isso peço que se preparem, pois a filha de vocês fi cou 30 minutos morta. Isso é impossível para a medicina. Sem oxigênio, o cérebro só suporta de 5 a 6 minutos, no máximo. Passando disso, as sequelas são irreversíveis”.

O casal conta que respondeu ao mesmo tempo: “Você não conhece o Deus a quem nós servimos e nem conhece o poder de uma igreja em oração”. Com o agir de Deus, o “bebê milagre” – como foi carinhosa apelidada em todo o hospital – melhorou e em poucos dias deixou a UTI. “Quando soube que pela primeira vez poderia pegar mais à vontade a minha filha no colo, dei uma ‘rajada de glória’! A emoção era perceptível. Antes me viam nos corredores orando e chorando, mas agora me viam agradecendo a Deus e rindo”, emociona-se o pai. Antes de chegar o tão sonhado dia de levar sua filha para casa, era necessário passar pelos exames que, segundo a medicina, apenas mensurariam o tamanho da lesão cerebral. “Confesso que fui com muito medo, trêmulo, mas fui orando. E para honra e glória do nome de Jesus, não deu absolutamente nada! A médica disse que com 30 dias faria o último exame eletroencefalograma para avaliar outros possíveis danos no cérebro e epilepsia. Então, quando a neuropediatra deu o resultado desse último exame, ela disse admirada: ‘Vocês têm certeza de que essa menina esteve morta? Porque eu nunca vi um exame tão limpo como esse’. Meus olhos encheram de lágrimas e meu peito de glórias a Deus”, testemunha o diácono Romildo. Hoje, Rafaella Vitória – o segundo nome foi sugerido pelo Dr. Ozair, pois o mesmo reconheceu que ela é um milagre de Deus – está com um ano e oito meses e perfeitamente saudável e feliz.  

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