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19/09/2017

Universo Cristão

Terroristas incendeiam casas e matam 10 pessoas em ataque a vila cristã na Nigéria

Ataque foi liderado por um grupo extremista islâmico, conhecido como `Pastores Fulani´ e os sobreviventes permanecem sem respostas sobre o que teria motivado a ação

Fonte: Guiame / com informações Christian Post | 11/01/2017 - 12:00
Terroristas incendeiam casas e matam 10 pessoas em ataque a vila cristã na Nigéria

O grupo radical de pastores islâmicos Fulani teria invadido a aldeia predominantemente cristã de Kwayine, no estado de Adamawa, na Nigéria, matando 10 pessoas, destruindo casas e deixando muitos feridos.

O grupo de apoio à Igreja Perseguida 'International Christian Concern' disse que o ataque ocorreu no último sábado, no qual os radicais Fulani mataram seis policiais e quatro civis. O mesmo grupo de terroristas já havia tentado atacar a aldeia no dia 31 de dezembro, mas foram expulsos.

Relatando o ataque mais recente, um das vítimas questionou o os moradores daquela vila poderiam ter feito para incitar um ataque tão brutal por parte dos pastores Fulani.

"Os Fulani entraram na aldeia ontem às duas horas da tarde. Eles vieram de repente contra nós, nos perseguiram, nos dispersaram e queimaram nossas casas. Nós fugimos. Quase não consigo escapar com vida. Só Deus sabe onde alguns dos nossos vizinhos e parentes estão agora. Não sabemos o que fizemos a eles", disse uma das vítimas.

Contexto

Os pastores Fulani são um grupo nômade e extremista de homens predominantemente muçulmanos, que aumentaram seus ataques contra cristãos e muçulmanos moderados ao longo de 2016, em conflitos motivados por disputas agrícolas, mas que acabaram evoluindo para o ódio religioso, segundo bispo Joseph Bagobiri.

"Além das questões sociais e econômicas que alimentam o conflito desde tempos remotos, como a distribuição da terra e a escassez de pastagens, a dimensão do problema mudou", disse Bagobiri.

"Os Fulani são muçulmanos e a terra que estão atacando pertence principalmente a grupos étnicos que são cristãos. Agora há também o ódio religioso que impulsiona tanta violência", explicou.

Bagobiri acrescentou que pelo menos 53 aldeias foram incendiadas, 808 pessoas foram assassinadas e 1.422 casas e 16 igrejas foram destruídas desde setembro devido aos ataques Fulani.

Segundo a 'International Christian Concern', o governo nigeriano se recusou a reconhecer os Fulani como um grupo terrorista, mas o gerente regional da organização cristã, Daniel Harris, disse que já é hora das autoridades reverem este conceito.

"Este é mais um exemplo do fracasso do governo em fornecer proteção adequada às comunidades cristãs nesta região e da recusa em eliminar os movimentos radicais que causam esses ataques mortais", disse Harris.

"A recusa do governo em reconhecer os militantes Fulani como o que são - terroristas islâmicos - ameaça a liberdade religiosa e as vidas dos cristãos nesta região. Nós exigimos que o governo da Nigéria leve esses perpetradores de violência à justiça e trabalhe com mais empenho mais para proteger a Vidas dos cristãos no estado de Adamawa", finalizou.