Anterior

ANTERIOR

Debate sobre `diversidade de gênero´ não é papel do MEC, segundo bancada evangélica

27/03/2017

Universo Cristão

Cristãos decapitados pelo Estado Islâmico são lembrados após 2 anos: `Mantiveram a fé´

Familiares dos cristãos que foram mortos pelo grupo extremista compartilharam a dor e a alegria de saber que eles não negaram a Jesus

Fonte: Guia-me / com informações Christian Post | 17/02/2017 - 09:20
Cristãos decapitados pelo Estado Islâmico são lembrados após 2 anos: `Mantiveram a fé´

Familiares dos 21 cristãos coptas que foram decapitados pelo Estado Islâmico, no vídeo que foi visto pelo mundo todo, estão compartilhando a dor de perder seus entes queridos, mas também seu orgulho pelo fato dos homens recusarem negar Jesus. O fato aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2015, completando dois anos na última quarta-feira (15).

A International Christian Concern (ICC) informou que membros da família dos cristãos decapitados estão fazendo com que dor da perda seja eliminada por meio da alegria em saber que seus entes queridos foram até o fim e não negaram a Jesus, quando os radicais islâmicos os ameaçaram de morte e de fato os mataram.

Uma esposa disse que seu marido "manteve a fé e foi morto em nome de Cristo, sua fé foi muito forte, estou orgulhosa dele, levantou a cabeça e honrou a nós e a todos os cristãos".

Outro membro da família acrescentou: "Estou muito feliz que meu irmão está no céu com Jesus agora. Eu amei meu irmão quando ele estava vivo na terra, mas agora eu o amo mais do que antes. Ele foi morto em nome de Jesus Cristo", disse.

Sem dó, nem piedade

As vítimas foram sequestradas em incidentes separados na Líbia, ao longo de dezembro de 2014 e janeiro de 2015, com o Estado Islâmico liberando o vídeo da execução no dia 15 de fevereiro de 2015.

O vídeo mostra os homens cristãos em macacões laranja ajoelhados na areia e os radicais islâmicos atrás deles, prontos para realizarem as execuções em uma praia. O massacre chocou o mundo e continua sendo um dos principais exemplos da brutalidade e do genocídio contra os cristãos e outras minorias no Iraque e na Síria.

Amba Angaelos, bispo geral da Igreja Copta, disse em um culto no ano passado a tragédia acabou unindo mais as pessoas. "Esses homens pagaram o preço final, mas nos deram uma causa para defender: os perseguidos. Eles também nos mostraram que havia um nível de maldade que todos nós devemos ser contra e um nível de coragem, fidelidade que todos nós devemos aspirar", disse sobre os coptas.

Brutalidade

O gerente regional da ICC, William Stark, também comentou sobre a forte fé dos membros da família. "Nós choramos tanto a morte destes 21 homens cristãos, por causa da brutalidade da execução. O Estado Islâmico e outros grupos extremistas continuam a alvejar, torturar e matar cristãos e mulheres que defender sua fé", disse Stark.

"Esse aniversário, no entanto, demonstra a fé dos membros da família dos sobreviventes, e sua paciência, esperança e amor continuam a ser um exemplo para a Igreja global", acrescentou.

Os 21 coptas estão sendo lembrados como os "mártires da Líbia", porque foram mortos especificamente por sua fé cristã. No ano passado, eles foram oficialmente registrados no livro dos mártires pelo Patriarca Copta Tawadros II.

Relembre o vídeo:

COLUNISTAS