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22/09/2017

Universo Cristão

Criança é atingida por bala perdida após sair da igreja no Rio de Janeiro

Menino de dois anos foi ferido no braço. `Por pouco, a bala não pega na cabeça do meu filho´, disse a mãe

Fonte: O Dia | 11/09/2017 - 14:40
Criança é atingida por bala perdida após sair da igreja no Rio de Janeiro

Uma criança de 2 anos foi baleada no braço, por volta das 22h30 deste domingo, na Praça Granito, em Anchieta, Zona Norte do Rio. Arthur Dias Barbosa foi socorrido pelos Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo. Ele passou por uma cirurgia para colocação de platina na altura do ombro esquerdo e está fora de risco. 

A Polícia Civil afirma que a troca de tiros ocorreu entre um agente penitenciário e um homem, que estaria fumando maconha no local. O agente também foi baleado na perna e levado para o Hospital de Clínicas Antônio Paulino Pronil, em Nilópolis, na Baixada. Ainda não há informações sobre a identidade e o estado de saúde dele. 

O caso foi registrado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque), mas ninguém foi preso.

Local com muitas crianças

A mãe da criança, a manicure Rojane Dias, de 27 anos, afirma que a família foi lanchar na Praça Granito, como todos os domingos, ao sair da igreja em que frequentam, próximo ao local.

Na praça, muitas crianças costumam brincar aos finais de semana. "Do nada começou o tiroteio. Foi desesperador. Você não imagina que vão balear o seu filho em um local que é frequentado por várias famílias. Além de nunca imaginar que vai acontecer com um filho da gente", disse, garantindo que jamais levará o filho para a Praça Granito novamente. "Graças a Deus, estou aliviada por saber que ele está bem. Mas, por pouco a bala não pega na cabeça do meu filho".

Segundo o pai de Arthur, o pintor Abel Augusto Barbosa, de 33 anos, a ação foi inesperada e muito rápida. "Não sei o que aconteceu, foi muito rápido, só vi o corre-corre e meu filho baleado. Eu só tive uma reação: salvar o meu filho", conta. Ele admite estar desacredito com a violência que toma conta do Rio de Janeiro. "Infelizmente, vivemos em uma sociedade em que a violência não vai acabar".

Ao acordar, na manhã desta segunda-feira, o menino falou para o pai: "Tô dodói". O quadro de Arthur é estável.