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Universo Cristão

Ditador da Coreia do Norte faz convite ao papa, enquanto perseguição religiosa continua

Convite será entregue oficialmente pelo presidente da Coreia do Sul em uma visita que fará ao Vaticano

Fonte: Guia-me / com informações do Christian Post | 10/10/2018 - 16:40
Ditador da Coreia do Norte faz convite ao papa, enquanto perseguição religiosa continua

O papa Francisco será convidado pela Coreia do Norte a se encontrar com o ditador comunista Kim Jong-un na capital norte-coreana, Pyongyang, conforme anunciou na última terça-feira (9), o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in.

Segundo o porta-voz da Casa Azul, Kim Eui-kyeom, o convite será entregue por Moon quando ele se encontrar com o pontífice durante sua viagem à Europa na próxima semana.

Moon, que também é católico, deve ser recebido pelo papa no Palácio Apostólico do Vaticano em 18 de outubro.

"O presidente Moon visitará o Vaticano em 17 e 18 de outubro para reafirmar sua bênção e apoio à paz e estabilidade da península coreana", disse Kim, segundo o Channel News Asia. "Especialmente quando ele se encontrar com o Papa Francisco, ele transmitirá a mensagem do Presidente Kim de que ele o receberá calorosamente se visitar Pyongyang".

De acordo com o gabinete presidencial sul-coreano, Kim disse a Moon durante o encontro que tiveram no mês passado que o Papa Francisco seria "entusiasticamente" bem-vindo à Coréia do Norte.

A Coreia do Norte é dirigida por uma ditadura comunista, liderada pela dinastia Kim, conhecida por sua brutal repressão à liberdade religiosa e repressão a tudo que considera “atividades religiosas ilegais”. A adoração não sancionada pelo Estado na Coreia do Norte precisa ser feita em segredo devido ao medo de prisão.

A Coreia do Norte mantém cerca de 300 mil cristãos presos em campos de trabalho forçado, simplesmente porque realizaram, participaram de um culto de adoração a Jesus ou sob acusação de outros crimes, como a “deserção”.

O pior país do mundo para os cristãos

A Coreia do Norte é consistentemente classificada como o pior país do mundo quando se trata de perseguição aos cristãos, de acordo com o grupo de vigilância Portas Abertas (EUA).

Quando perguntado sobre o convite, o Vaticano não fez comentários sobre a probabilidade de que uma reunião entre o Papa Francisco e Kim realmente possa acontecer, de acordo com a Associated Press.

O convite é outro exemplo da disposição de Kim em participar de relações diplomáticas. Ao longo dos anos, sob a liderança de seu pai e de seu avô, a Coreia do Norte tornou-se conhecida como um estado isolado do resto do mundo.

Em junho, Kim se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Cingapura, onde um acordo foi feito para supostamente trabalhar para a desnuclearização da península coreana.

Kim também se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, no domingo, na Coréia do Norte. Espera-se que uma segunda reunião entre Kim e Trump aconteça o quanto antes. Trump disse aos repórteres na terça-feira que a segunda reunião não será em Cingapura.

"Está acontecendo", disse Trump. "Estamos configurando agora."

O convite para Francisco veio depois que o Vaticano recentemente firmar um acordo provisório com autoridades do Partido Comunista da China sobre a nomeação de bispos chineses. Segundo o acordo, o papa reconheceu sete bispos nomeados pelo governo chinês que haviam sido anteriormente excomungados.

Alguns críticos classificaram o acordo como uma "traição" aos cristãos da China, dado o registro alarmante da China sobre a violação dos direitos humanos e a restrição de atividades religiosas no país.