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China contesta relatório do Senado dos EUA sobre origem do vírus, mas proíbe OMS de novas investigações em seu território após novas revelações

O comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores do Partido Comunista Chinês diz que o relatório em questão é inteiramente baseado em mentiras fabricadas e fatos distorcidos, mas o PC chinês impede novas investigações em Wuhan

China contesta relatório do Senado dos EUA sobre origem do vírus, mas proíbe OMS de novas investigações em seu território após novas revelações

A Chancelaria chinesa criticou o relatório divulgado pelo Senado dos Estados Unidos sobre o suposto vazamento do novo coronavírus no laboratório de Wuhan.
 
De acordo com o comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores do Partido Comunista Chinês, o relatório em questão é inteiramente baseado em mentiras fabricadas e fatos distorcidos e não conseguiu fornecer quaisquer provas, além de carecer de credibilidade e rigor científico. As ações dos congressistas norte-americanos envolvidos seriam motivadas apenas por "interesses egoístas com o objetivo de difamar e desacreditar a China, nos opomos veementemente e condenamos firmemente suas ações imorais e desprezíveis", declarou o MRE chinês.
 
Pequim também acrescentou que em relação aos estudos sobre o ganho de função dos coronavírus, os EUA são o maior patrocinador de tais pesquisas. A chancelaria ainda sugeriu aos políticos norte-americanos que realizem uma investigação em seu próprio país. "Apelamos aos EUA para respeitarem os fatos e a ciência, para se focarem na luta contra a epidemia e em salvar vidas, pararem de usar a epidemia para manipulação política e para responsabilizar os outros", disse a chancelaria da China.
 
Entenda a polêmica
 
Ontem (2), o canal Fox News divulgou o relatório final do Senado dos Estados Unidos, no qual alega que uma série de evidências apóia a teoria de que o novo coronavírus que desencadeou a pandemia de Covid-19, do Laboratório Nacional de Biossegurança do Instituto de Virologia de Wuhan.
 
Em março deste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório depois de uma comissão por ela enviada à China ter passado quatro semanas na cidade de Wuhan e arredores com pesquisadores chineses. Após a investigação, a OMS anunciou que o vírus possivelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal. Já a versão de vazamento da Covid-19 do laboratório chinês foi classificada de pouco provável. O detalhe é que só foram permitidos estarem nessa comissão que viajou à China médicos previamente autorizados pelo governo chinês, dentre eles o representante norte-americano que investiu no estudo de coronavírus no laboratório de Wuhan e era, portanto, figura diretamente preocupada em que o resultado da investigação desse que o vírus não vazou do laboratório. Após novas revelações, a própria OMS pediu de novo à China para efetuar uma nova investigação no país, com uma comissão mais independente, e o governo chinês não permitiu. Além disso, há denúncias de que documentos do laboratório de Wuhan foram destruídos, provavelmente para ocultar provas.

Além do relatório do Senado norte-americano, um artigo de 30 de abril do renomado jornalista científico Nicholas Wade colocou em "xeque-mate" todos os argumentos chineses (leia AQUI); e mesmo com a China tentando apagar todas as pistas possíveis, algumas foram descobertas (veja AQUI).    
 
Da Redação CPADNews com algumas informações do Diário de Pernambuco / Foto: Reprodução/Pixabay (03.08.21)