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ONG israelense resgata 41 mulheres que se escondiam do Talibã no Afeganistão

Numa perigosa operação, a ONG IsraAID evacuou as afegãs e as levou para os Emirados Árabes

ONG israelense resgata 41 mulheres que se escondiam do Talibã no Afeganistão

Mesmo após as tropas americanas se retirarem do Afeganistão, no final de agosto, muitas instituições religiosas e humanitárias continuaram se dedicando para evacuar civis do país. Na semana passada, uma ONG israelense conseguiu resgatar um grupo 41 mulheres, que se mantinha escondido do Talibã.

De acordo com o Guiame, entre as afegãs estavam uma cantora, dezenove membros da equipe de ciclismo, três integrantes da equipe de robótica, ativistas dos direitos femininos e alguns familiares.

Encontrar o grupo de mulheres foi um desafio perigoso para as equipes da ONG de ajuda humanitária, IsraAID.

"O problema era que eles tinham que recolhê-las do esconderijo. As equipes de resgate precisaram fazer rondas pela cidade em becos para resgatar essas pessoas, tentando não criar nenhum movimento suspeito”, explicou Yotam Polizer, CEO da IsraAID.

De acordo com Polizer, depois das mulheres serem resgatas da cidade, foi preciso permanecer num esconderijo, na fronteira com o Tajiquistão, por dois dias, até que o governo tadjique lhes permitissem entrar no país. Ele conta que essa espera na fronteira foi a parte mais estressante, pois haviam muitos talibãs na área, e ficaram apreenssivos com a possibilidade de serem encontrados.

Trabalhadores humanitários israelenses receberam as refugiadas afegãs na capital Tadjiquistão, Dushanbe. No dia 6 de setembro, elas embarcaram em um avião com destino aos Emirados Árabes, fretado pelo bilionário canadense-israelense Sylvan Adams.

O Guiame destacou que na última sexta-feira (17), surgiram relatos de que o Talibã havia transformado o Ministério da Mulher no “Ministério de Oração e Orientação e Promoção da Virtude e Prevenção do Vício”. Segundo informações, o atual ministério teria, anteriormente, comandado uma força policial que implementou uma versão radical da lei islâmica, aterrorizando a população.

O grupo terrorrista é contra os direitos das mulheres. Quando o Talibã ocupou o poder pela última vez, entre 1996 e 2001, as meninas foram proibidas de frequentar a escola e as mulheres de trabalhar, e hoje já estamos vendo o retrocesso nos direitos que as mulheres e meninas haviam conquistado.

 


CPAD News/ Com infromações Guiame, CBN News e The Algemeiner - Foto: Ilustrativa - Reprodução vídeo