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Ex-presidente da Argentina é processado por espionagem

Mauricio Macri é acusado de ter feito parte de um grupo que implantou escutas telefônicas entre familiares de vítimas de naufrágio

Ex-presidente da Argentina é processado por espionagem

O juiz encarregado da investigação do naufrágio do submarino militar ARA San Juan, em 2017, comunicou, nesta quarta-feira (1º), que o ex-presidente da Argentina Mauricio Macri foi processado por supostamente espionar, quando era chefe de Estado, familiares dos marinheiros mortos.

O político é acusado do "crime de realização de ações proibidas de inteligência como autor, em virtude de ter possibilitado a produção de tarefas ilegais de inteligência, gerando as condições para que fosse possível realizar, armazenar e usar dados sobre pessoas", segundo a decisão de 174 páginas do juiz federal Martín Bava. Ele responderá ao processo em liberdade.

Segundo o magistrado, Macri não poderá deixar o país. Além disso, de acordo com a resolução, o juiz determinou a retenção de 100 milhões de pesos (aproximadamente R$ 5,6 milhões) do ex-presidente.

O ex-presidente argentino negou as acusações e poderá recorrer da decisão do juiz de Dolores, que fica a cerca de 200 quilômetros ao sul de Buenos Aires, na Câmara Federal de Mar del Plata.

O submarino ARA San Juan, um TR-1700 de fabricação alemã com 66 metros de comprimento, desapareceu, em novembro de 2017, com 44 pessoas a bordo. A embarcação foi encontrada um ano depois, a 900 metros de profundidade, com a ajuda da Marinha de outros países. 

 

Da Redação do CPAD News / Com informações R7 e AFP / Foto: Reprodução (02.12.21)