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Igrejas buscam culpados por ataques de Páscoa no Sri Lanka

Os líderes pressionam o governo para identificar quem está por trás dos ataques que aconteceram há dois anos

Igrejas buscam culpados por ataques de Páscoa no Sri Lanka

No último dia 21 de agosto, diversas igrejas, edifícios, escritórios e empresas no Sri Lanka, hastearam a bandeira preta em apoio ao “Dia do Protesto Silencioso”. A reivindicação é contra o lento progresso das investigações dos ataques terroristas no domingo de Páscoa em 2019.

Há dois anos, 3 igrejas e 2 hotéis foram atacados, deixando mais de 250 pessoas mortas e muitas outras feridas. O Estado Islâmico assumiu a autoria da série de atentados suicidas, mas os investigadores culparam o grupo extremista nacional Thowheed Jamath. No entanto, até hoje o governo não identificou os responsáveis.

A Portas Abertas divulgou na última sexta-feira (03), que "um relatório entregue ao presidente do Sri Lanka no início deste ano identificou alguns funcionários, incluindo o ex-presidente, por não agirem depois de avisos de inteligência de um ataque". Porém, ainda não foi tomada nenhuma ação em relação às recomendações do relatório.

A organização afirma ainda que em agosto, cerca 25 suspeitos foram presos por conexão com os bombardeios, mas líderes da igreja dizem que o governo não conseguiu identificar os “cérebros” da operação. O ex-procurador-geral do Sri Lanka, antes de se aposentar, teria dito "havia uma grande conspiração por trás dos ataques".

“Muitas pessoas no país sentem que o incidente dos ataques de Páscoa está sendo usado pelo governo para obter vantagem política porque vem arrastando o caso por tanto tempo. 

Um parceiro local da Portas Abertas, relatou que parte da população acredita que o governo tem usado os ataques de Páscoa para obter vantagem política, devido à demora na conclusão do caso. "Quando as pessoas no poder não tomam medidas, as pessoas comuns ficam indefesas. Em momentos como esses, só podemos ter fé de que o Senhor é um Deus de justiça”, disse.

 

 

Redação CPAD News/ Com informações Portas Abertas - Foto: Portas Abertas