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Mulheres e crianças fazem jornada de 6 dias para escapar do Boko Haram, na Nigéria

As quinze pessoas, incluindo crianças, estavam sendo mantidas em cativeiro por terroristas

Mulheres e crianças fazem jornada de 6 dias para escapar do Boko Haram, na Nigéria

Seis mulheres e nove crianças sequestradas por combatentes do Boko Haram escaparam do grupo terrorista após meses em cativeiro. A informação foi dada pelo governador do estado de Borno, Babagana Zulum, segundo a International Christian Concern (ICC) divulgou nesta terça-feira (12).

Zulum disse à Reuters que as vítimas estavam detidas pelo grupo da Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) em uma floresta em Buni Yadi, uma área do estado de Yobe, e conseguiram escapar, fazendo uma longa caminhada por seis dias para a cidade de Damboa, em Borno.

O governador afirmou que se reuniu com as mulheres e seus nove filhos, na capital do estado de Borno, Maiduguri, e atribui a liberdade delas à “orações e programas contínuos de reconciliação e reintegração” no estado.

De acordo com a ABC News, Babagana Zulum disse esperar por uma 'paz absoluta', e que a insurgência extremista de 10 anos, na qual milhares pessoas morreram e muitas outras foram sequestradas, chegue ao fim.

ISWAP é um braço do Boko Haram, e considerado um dos principais líderes de destruição e morte na Nigéria. Desde a sua fundação, o Boko Haram já matou mais de 19 mil pessoas por meio de atos de terrorismo e deu início a uma insurgência antigovernamental que provocou a morte de mais de 37 mil pessoas em combate.

O ISWAP tem a frequente prática de radicalizar aqueles que eles levaram cativos. Quando não conseguem, muitos são usados como escravos, homens-bomba ou raramente resgatados. Na maioria das vezes, os que são levados, não conseguem retornar para suas casas ou famílias.

A ICC pede para que crsitãos de todo o mundo, orem pela segurança dos cidadãos nigerianos que vivem em extrema violência, e pela liberdade daqueles que permanecem em cativeiro.

 

CPAD News/ Com informações International Christian Concern (ICC) - Foto:  ICC