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Economia do Afeganistão está à beira do colapso e cristãos serão ainda mais afetados

Se o desastre humanitário tem afetado os civis de uma forma geral, a realidade para a comunidade cristã do Afeganistão, é muito pior

Economia do Afeganistão está à beira do colapso e cristãos serão ainda mais afetados

Afegãos estão sendo fortermente impactados com a escassez de alimentos no país. A população tem formado filas para o recebimento de ajuda, que tem se limitado a sacos de farinha e sal. A Organização das Nações Unidas alerta que os principais afetados com a crise humanitária são as crianças pequenas. 

Funcionários da ONU têm divulgado avisos sobre a gravidade da situação, e feito apelos para que fundos de ajuda destinados à população no Afeganistão, sejam descongelados.

O Diretor Executivo do Programa Mundial de Alimentos, David Beasley, afirmou que 22,8 milhões de pessoas, mais da metade da população no país que soma 39 milhões, estão enfrentando grave insegurança alimentar e "marchando para a fome". Há dois meses, foi realizada uma estimativa, que o número de pessoas nesta situação seria de 14 milhões. Porém em pouco tempo, o país atingiu um número dramaticamente maior.

“Crianças vão morrer. As pessoas vão morrer de fome. As coisas vão piorar muito. Não sei como não ter milhões de pessoas, principalmente crianças, morrendo no ritmo que estamos vivendo com a falta de financiamento e o colapso da economia”, alertou Beasley. 

Com a retirada mal planejada das tropas dos Estados Unidos sob o governo Biden, o comando do Afeganistão foi instantaneamente assumido pelo Taleban, gerando pânico massivo na população que tentava desesperadamente deixar o país. Apartir daí a economia começou a despencar e o preço dos alimentos a subir.

“ O que estamos prevendo está se tornando realidade muito mais rápido do que antecipávamos. Cabul caiu mais rápido do que qualquer um previu e a economia está caindo mais rápido do que isso ”, afirmou Beasley. 

Se o desastre humanitário tem afetado os civis de uma forma geral, a realidade para a comunidade cristã do Afeganistão, é muito pior. Considerada apóstata pelo Regime do Talibã, por sua conversão do islamismo ao cristianismo, a comunidade composta por cerca de 12 mil membros enfrenta um futuro que não está apenas atolado em promessas de perseguição, mas também com fome em massa.  

 

CPAD News/ Com informaçõeos International Christian Concern (ICC) - Foto: Ilustrativa/ Pixabay.com