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Cristã é excluída de treinamento profissional no Laos

O marido dela também renunciou ao emprego por causa da fé

Cristã é excluída de treinamento profissional no Laos

Khai* e Fon*, um casal cristão do Sul do Laos, são diariamente impactados pela perseguição religiosa, que afeta principalmente suas vidas profissionais. Por se recusarem a renunciar à fé, Khai perdeu o emprego, e  Fon não pôde participar de um treinamento de subsistência.

Em 2013, Khai ingressou no serviço militar do país, e durante os oito anos de serviço além de não receber nenhum promoção, era constantemente ameaçado de demissão pelos superiores, que não aceitavam sua fé.

No início de 2021, Khai teve seu salário cortado e questionou ao seu supervisor, que justificou o não fornecimento do salário como "impacto da pandemia da COVID-19". Khai ficou intrigado, pois soube que ele era o único a ter ficado sem o salário, e o restante dos funcionário recebiam normalmente. No mês de maio, Khai pediu demissão, e o escritório se recusou a pagar a indenização ao cristão. 

A Portas Abertas relata que, um mês antes de Khai renunciar ao emprego, sua esposa havia solicitado uma formação profissional gratuita em costura para mulheres na província onde vive com a família. De acordo com a organização missionária, o nome de Fon chegou a ser incluído na lista, durante o processo inicial de inscrição, mas teve sua religião cristã questionada, na etapa final com o gerente de treinamento. Posteriomente, Fon recebeu a informação de que não estava qualificada para o treinamento gratuito, e só poderia realizar o curso, se arcasse com as despesas.

A família está sobrevivendo sem uma principal fonte de renda, e Khai deseja agora fazer cursos práticos de curta duração, para auxiliá-lo a gerar uma renda mensal.

 

*Nomes alterados por segurança.

CPAD News/ Com informações Portas Abertas - Foto: Reprodução Portas Abertas