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Mais de 32 mortos durante o agravamento da violência jihadista em Burkina Faso

Pesquisador afirma que ataque foi o mais mortal contra as forças de segurança do país desde o início da violência jihadista, há cinco anos

Mais de 32 mortos durante o agravamento da violência jihadista em Burkina Faso

O governo de Burkina Faso anunciou na última segunda-feira (15), que ao menos 28 oficias e 4 civis foram mortos no norte do país, no final de semana.

De acordo com o Ministro das Comunicações, Ousseni Tamboura, o ataque provocado por grupos armados não-credenciados, ocorreu na província de Soum, no Sahel, por volta das 5h da manhã de domingo.

O pesquisador sênior do Armed Conflict Location & Event Data Project, Heni Nsaibia, comentou sobre a escalada da violência no país, e afirmou que o episódio "aponta para uma trajetória muito preocupante”. Nsaibia acrescentou que o ataque foi o mais mortal contra as forças de segurança do país desde o início da violência jihadista, há cinco anos.

A ICC ressalta que, "embora Burkina Faso já tenha sido visto como uma nação harmoniosa de tolerância religiosa, um levante jihadista atormentou o país, bem como o resto da região do Sahel da África desde 2015", afirma a Organização que monitora a perseguição religiosa no mundo.

De acordo com o relatório anual da Portas Abertas, o país está em 32º na Lista Mundial da Perseguição, que classifica os locais onde os cristãos são mais perseguidos por causa fé em Jesus.

Os grupos extremistas cometem frequentes atos violentos, e violações dos direitos humanos contras os civis, em geral. Porém, os cristãos, seus líderes e locais de culto estão sendo cada vez mais o alvo principal dos jihadistas.

 

 CPAD News/ Com informações International Christian Concern (ICC) - Foto: Ilustrativa/Pixabay.com