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Omã celebra 51 anos de renascimento

Toda a população é considerada mulçumana e cristãos enfrentam pressão

Omã celebra 51 anos de renascimento

Omã comemorou 51 anos de independência nesta quinta-feira (18). A data marca o renascimento do país com a ascensão ao poder do sultão Qaboos Bin Said Al Said. Localizado na área do extremo oriente da Península Arábica, o país faz divisa com o Iêmem e, apesar da guerra na nação vizinha desde 2015, é tido como um lugar estável e seguro na região. Porém, a perseguição aos cristãos ex-muçulmanos é preocupante.

Toda a população de Omã é considerada mulçumana, exceto os expatriados. Lá, a religião do Estado é o islã e por isso o governo tem como base a lei islâmica. Dessa forma, tanto o governo quanto a sociedade pressionam os cristãos a abandonarem a fé cristã e voltarem ao islamismo.

Os cristãos que são migrantes em Omã enfrentam repressão da população que segue o islã. Porém, os cristãos ex-muçulmanos podem perder o emprego e serem renegados pela família e sociedade. Por escolherem a fé, eles podem perder o direito de herança e correm o risco de perderem os filhos.

As igrejas em Omã devem ser reconhecidas pelas autoridades. As reuniões são monitoradas para garantir que temas políticos não sejam comentados e não ofendam os nacionalistas. As agências de inteligência e segurança do país podem monitorar os cristãos expatriados e ex-muçulmanos.

As tensões sociais são maiores para as mulheres omanis, que estão em uma posição de maior vulnerabilidade. Elas ainda são vistas como propriedade de maridos e pais, sendo inferiorizadas perante a sociedade. O posicionamento religioso das mulheres é ignorado. Os homens cristãos, por sua vez, são fortemente pressionados no ambiente de trabalho e podem ser excluídos da sociedade e da família.

Segundo Portas Abertas, Omã é o 44º país na Lista Mundial da Perseguição 2021.

 

Com informações Portas Abertas (19.11.2021)